sábado, 21 de novembro de 2009

Friends are where you find them

Pessoas vão e vem na nossa vida. Por acreditar nisso que eu não tenho Orkut: acho que quem saiu da minha vida era porque tinha que sair e não vejo razão para voltar a menos que eu mesma convide ou seja convidada. E é por isso que não fico chateada quando, assim de uma hora para outra, sem motivo algum ou sem você ter feito nada de errado, a pessoa sai. Alguns são "saídos", outros pedem demissão explicando que arrumaram um amigo melhor e por aí vai. Estas pessoas são apenas o começo... e nunca deixarão de ser. Outras porém...

Fim de ano é época de reflexões e eu já comecei a fazer as minhas. E a conclusão que cheguei nesta november rain é que sim, as pessoas saem, outras entram e temos que dar graças a Deus todos os dias por aquelas que ficam. São estas pessoas que fizeram parte do seu começo, lhe acompanham no meio e vão com você até o fim é que valem a pena. São pessoas que stand up for you no matter how. O maior erro das mulheres é sempre procurar este tipo de pessoa nos representantes do sexo oposto enquanto a verdade é que elas estão bem do nosso lado o tempo todo. São as nossas amigas.

Quando eu penso em amizade, meu role model é a minha mãe e a minha tia. As duas se conheceram na faculdade de direito e nunca mais se separaram. A melhor amiga dela virou minha tia, assim como minha mãe virou tia dos filhos dela. E assim nós viramos uma família. Minha mãe e minha tia brigaram várias vezes... várias. Eu perdi a conta. Mas, mesmo em tempos de guerra, sempre estiveram do lado uma da outra. E eu achava lindo o como elas se completavam mesmo quando se odiavam e como uma boa amizade fazia diferença em horas difíceis. E sabe o mais engraçado disso tudo? Se perguntassem para minha mãe qual era a cor favorita da minha tia ou qualquer pergunta destas de quizz, ela não saberia responder. A minha tia também não, mas isso não fazia delas menos amigas tanto que, quando minha tia morreu de um derrame inesperado no Hospital das Clínicas, minha mãe, a melhor amiga dela, estava na Suíça, onde ela mora até hoje. E, de lá, minha mãe sentiu exatamente o momento que a ela foi enterrada. Dias depois ela me ligou e disse: "Eu acho que na hora que ela foi embora ela deve ter lembrado de mim, não?". Eu tinha certeza: aquelas duas eram amigas para toda vida. E continuariam sendo, mesmo com uma fora dela.

O fato é que três das minhas melhores amigas nesta vida não moram perto de mim, estão em outros continentes, vivendo em inglês, francês e alemão (sorry periferia). Mas a distância e o fato de nos vermos uma vez a cada dois anos (ou cinco, para a que mora nos EUA) não impede que nós sejamos menos amigas por um motivo: somos destas pessoas que valem a pena. No ano passado, em um momento beem difícil, uma delas me disse: "Ivy, você pode matar uma pessoa que vou no dia seguinte te visitar na cadeia". Muita gente pensaria que é hipocrisia, mas eu sei no fundo do coração que ela realmente pensa isso. Ela não sabe qual o meu disco favorito do Led Zeppelin e nem como eu comecei a escrever. Se fossemos no Video Show, provavelmente seriamos reprovadas naquele teste ridículo de amizade. Deve ser por isso que nós passamos por tanta coisa juntas... mesmo longe.

Felizmente, eu também tenho amigas que valem a pena por perto. Ela é destas amigas meio destrambelhadas, que tem mil e uma coisas na cabeça mas nunca esquece de trazer um rímel novo porque o meu acabou. Que é capaz de de descer as escadas mesmo morrendo de dor para ler o meu texto novo- só para depois disso tudo afirmar que eu vou ser a nova Danuza Leão. E mesmo estando perto e ao mesmo tempo longe, ela sempre me apoia e está sempre do meu lado, no matter what. Isso inclui comprar briga feia por minha causa e ainda pedir um dia de folga no trabalho só para me maquiar. Até hoje ela me deve uma panela wok e um jantar no japonês, mas, sinceramente, who cares? I really don't porque ela lembra de me trazer pashimina. E é para ela que eu escrevo tudo isso: nos momentos de decepção eu vejo que a vida continua merecendo ser vivida simplesmente porque a nossa amizade vale a pena. And this is what really matters.

Flower, I love you so much!

2 comentários:

O Blog do Capeta disse...

Bacana. Só altera lá: pessoas que vão e vêm - com acento.

Roger Dörl disse...

obrigado.

(e não adianta alegar que não me conhece ou perguntar obrigado o quê.)