segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ser Repórter

A Chris, minha amiga, foi repórter no interior. Ela dirigia o carro da empresa, carregava a câmera (ela trabalhava em TV), gravava, fazia a passagem, editava. Cobriu rebelião e ficou no teto do presídio, morrendo de medo, mas firme e forte segurando a câmera. O telespectador que não poderia ficar sem notícia!

A Joanna, minha amiga mais querida, é repórter de esporte. Nestes quase dez anos de carreira, já apanhou de torcedor, viu homem pelado no vestiário, passou por poucas e boas noa gramados da vida. Mas nunca deixou de informar, seja ele o leitor, o internauta, o telespectador.

Eu já andei mundo a fora sendo repórter. Peguei carona, fiz mímica, trabalhava como babá e saia correndo das pautas para pegar as meninas na escola às 14h45. Tanto fiz que nem me lembro mais do que foi feito. Mas sei que nunca deixei de informar meus leitores e internautas, nunca abandonei meu ofício.

Hoje tenho certeza de uma coisa: uma mulher, quando se propõe a ser repórter, é A mulher. Ninguém segura, não tem para ninguém. Somos todas muito mulheres, dentro e fora das pautas, somos mulheres na vida que nos sujeitamos a tudo por uma boa pauta. O que não pode é nosso leitor, internauta, seja lá quem for, sem a informação. E, por estas e outras, não conseguimos mesmo engolir muitos sapos de homens mimados. Ou melhor, não conseguimos engolir sapos de ninguém.

Um comentário:

patricia.ruiz disse...

Oi Ivy tudo bem.
Por acaso você publicou em 2007 um texto intitulado: Quantas línguas são faladas no Brasil? Caso seja você entre em contato comigo no e-mail: patricia.ruiz@grupo-sm.com; pois eu trabalho no departamento de direitos autorais da Edições SM e preciso conversar com você sobre a utilização do seu texto em um livro didático OK.
No aguardo de um breve retorno.
Patricia Ruiz